28.6.10

Metamorfoses

E como fosse um lastro eu me fizera nuvem e como fosse outono eu me fizera vida e como houvesse um rastro eu me fizera chuva e como fosse ontem eu me tornara sempre. Sem que um deus soubesse eu me quisera santo, sem que um som se ouvisse eu descobrira a hora, sem que um céu se abrisse eu percebera o quanto, sem que precisasse eu era prisioneiro. Como se não ferisse eu te queria espinho, como riso triste eu me sabia pranto, como se não bastasse eu te sorvia vinho e como se existisse eu me sonhava tanto.

Poesia, dê chão para quem tem sonho.


1 Comments:

At 02/08/10 15:29, Blogger betasimon said...

carambaaaaaaa!!!!!!!!!!!
isso eh teu?!?!?!??!!!!!!
que coisa mais linda!!!!!!!!!!!!!
amei!!!!!!!!!!!!

 

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