20.7.10

Viagem

E quando o que era sonho converteu-se em sono, na vida acordada dos dias, aí sim iniciou-se o pesadelo: de ter nas mãos o impulso e de repente não tê-lo, de ser a estrada um fio e de repente novelo, de sonhar ser o que se era e de repente não sê-lo.
A morte era um selo de estampa colorida colado à minha carta, aonde quer que eu a enviasse, ela ia comigo.


1 Comments:

At 02/08/10 15:15, Blogger betasimon said...

morrer para escrevê-lo.
sonhar o novelo.

beijos

 

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